Bolsa deve terminar o ano sem IPOs. Vai ficar para 2023?

Para que os IPOs voltem em 2023, o mercado vai precisar de algumas respostas sobre o futuro da economia e dos juros

Pela primeira vez desde 1998, o Brasil irá terminar o ano sem registrar nenhuma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações na bolsa de valores. Isso depois de registrar dois anos consecutivos com números grandiosos: 2020 e 2021 somaram 73 aberturas de capitais.

Segundo especialistas, esses dois anos registraram uma combinação de fatores que acabou em 2022: o combo juros baixos e estímulos financeiros. Por conta da pandemia do coronavírus, não só o Brasil, mas o mundo inteiro aplicou a mesma receita de abaixar os juros e colocar dinheiro na economia enquanto o comércio e as indústrias mantinham suas portas fechadas.

O resultado por aqui foi 28 IPOs em 2020, que somaram uma captação total de R$ 117 bilhões. Já em 2021 foram 45 IPOs, com uma captação total de R$ 65 bilhões. O relatório “2021 EY Global IPO Trends”, mostrou que o mundo registrou um total de 2.388 ofertas naquele ano, com US$ 453,3 bilhões (R$ 2,28 trilhões) em receitas.

A chegada da vacina e o arrefecimento dos casos da doença fizeram o cenário mudar em 2022. A queda nos juros com o excesso de dinheiro em circulação resultou em uma alta da
inflação globalmente e os cofres públicos que se abriram para injetar dinheiro na economia resolveram pegar de volta por meio do aumento dos juros.

Hoje, vemos o mercado enfrentando uma desaceleração econômica que acontece mundo afora e compromete a demanda dos investidores por negócios de risco e dificulta a leitura das empresas sobre seus lucros futuros.

“Para pensar em um IPO é necessário ter um mínimo de visibilidade de cenário para entender o que pode acontecer na economia brasileira e na economia mundial pelos próximos três anos, pelo menos”, diz Sérgio Goldman, diretor de researsh da Esh Capital. “Não temos esse ambiente ainda.”


IPOs em 2023?

Além das discussões sobre inflação e juros mundialmente, o Brasil também enfrentou outras crises com as eleições presidenciais no calendário de 2022. A disputa polarizada entre duas linhas muito distintas de atuação social e econômica aumentou as dúvidas sobre o futuro do país.

Ao fim do pleito foi eleito o ex-governante Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda não se sabe muito sobre sua equipe econômica e prioridades no primeiro ano de mandato. “A economia voltar a crescer e investidores tranquilos para se planejar são gatilhos para a retomada dos IPOs”, diz Goldman. Porém, segundo ele, é precipitado esperar por isso no próximo ano. “A visibilidade do cenário do próximo ano ainda é muito limitada.”

Danielle Lopes, analista e sócia da Nord Research, indica três fatores que precisam de resposta antes de se pensar em uma retomada das janelas de IPOs: patamar dos juros, responsabilidade fiscal e viés da economia. “Acho difícil uma retomada das ofertas no primeiro semestre do ano, mas a partir de julho acredito ser mais possível. Porque até lá já dá para entender o caminho que a equipe econômica do Lula deve seguir e qual a postura do Banco Central para os juros”, diz Lopes.

Essa clareza de cenário é primordial para os investidores, segundo os especialistas. Embora os últimos dois anos tenham registrado um grande volume de IPOs, o desempenho dessas ações na bolsa não foi dos melhores desde então.

Dos 73 IPOs realizados, 57 foram à mercado com um preço menor do que o estabelecido na oferta inicial. Ou seja, já na estreia os papéis perderam valor.

Mais exigentes

Para os especialistas consultados pela Forbes, o mau desempenho dos IPOs mais recentes tornaram os investidores mais exigentes. “A demanda continua baixa. As empresas vão precisar apresentar projetos que façam muito sentido para levantar dinheiro em suas ofertas. O mercado está com o pé atrás após os resultados passados ruins”, diz Goldman.

Questões como qualidade da gestão e governança, estruturação de um setor de relação com investidores e clareza de futuro serão necessários. “A exposição de uma empresa de capital aberto é muito maior do que de uma empresa de capital fechado. Tem muitas que vem à mercado e não estão preparadas para isso”, diz o diretor.

Lopes também destaca que essas empresas precisarão ter as respostas na ponta da língua já em suas conversas iniciais com os investidores. Projeções para um cenário A ou B de demanda, situação do caixa com juros altos e com queda dos juros, projeções para um governo mais participativo ou não, entre outros tópicos.

“O mercado macroeconômico é cíclico. Hoje o juros está alto, amanhã pode cair e depois subir de novo. As empresas precisam entender os seus cenários micro e saberem responder qual é a posição para diferentes possibilidades. Tem que saber reagir e olhar para uma janela de cinco a dez anos ou não se sustenta”, afirma a analista.

Nomes como Madero, CSN Cimentos, Environmental ESG, Vix Logística e Dori Alimentos tinham planos de IPO para este ano, mas postergaram pela baixa demanda. Para Lopes não é certo que os planos tenham sido postergados para 2023 necessariamente.

Segunda ela, essas empresas também precisam rever seus negócios e planos para entender se a proposta de abertura de capital ainda é válida. A analista afirma que casos de cisão de negócios, como o da CSN Cimentos e da Environmental ESG, são mais simples porque o mercado já conhece as empresas originárias desses braços.

“Quando uma empresa fala sobre sua intenção de cisão o mercado já faz os cálculos para essa separação e o quanto isso poderia destravar os negócios. Investidores acompanham e esperam essa separação, passa a ser um movimento natural e é mais fácil”, diz Lopes.

A Esh Capital não comercializa nem distribui cotas de fundos de investimentos ou qualquer outro ativo financeiro. Os conteúdos aqui divulgados, são de caráter meramente informativo em relação a Esh Capital e seus produtos e não devem ser entendidos como oferta, recomendação ou análise de investimento ou ativos. Os investidores devem tomar suas próprias decisões de investimento. O investimento em fundos pode resultar em perdas patrimoniais para seus cotistas, podendo inclusive acarretar perdas superiores ao capital aplicado e a consequente obrigação do cotista de aportar recursos adicionais para cobrir o prejuízo do fundo. Para mais informações acerca das taxas de administração, cotização e público-alvo de cada um dos fundos, consulte os documentos do fundo disponíveis no site https://www.eshcapital.com.br/ . Leia atentamente o prospecto e o regulamento antes de efetuar qualquer decisão de investimento. Os investimentos em fundos não são garantidos pelo administrador do fundo, gestor da carteira, de qualquer mecanismo de seguro ou, ainda, pelo Fundo Garantidor de Crédito – FGC. A rentabilidade obtida no passado não é garantia de rentabilidade futura. As rentabilidades divulgadas não são líquidas de impostos. Não há garantias de que fundos multimercados tenham o tratamento tributário para fundos de longo prazo.

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COMUNICADO

Alteração de nomenclatura
do ESH Theta FIM

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Caros cotistas,

Conforme comunicado enviado pela Intrag e e-mail enviado por nós da Esh Capital, o fundo Esh Theta FIM passou por um processo de masterização com finalidade de facilitar a gestão operacional dos ativos do fundo, e na prática, nada muda para quem já é cotista do fundo.

Porém, vale ressaltar que devido a Masterização, o fundo Esh Theta FIM teve sua nomenclatura alterada para Esh Theta 18 FIC FIM.

Em caso de dúvida, favor nos contatar no (11) 3181-3333 ou através do e-mail [email protected].

Atenciosamente,

Esh Capital Investimentos.

POSICIONAMENTO

AUMENTO DE CAPITAL GAFISA

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Prezados,

A Esh Capital não concorda com a decisão da Gafisa de aprovar o aumento de capital no valor máximo de R$ 200 milhões, tomada no dia 15 de março de 2023.

Conforme exposto na carta mensal de fevereiro, o valor de mercado atual da Gafisa é de cerca de R$ 400 milhões e, nos últimos 3 anos foram, realizados nove aumentos de capital no montante de cerca de 1,5 bilhão de reais. O último aumento, anunciado em 15 de março de 2023, aos investidores, é o segundo em dois meses, o que nos leva a continuar questionando a utilização dos recursos pela companhia.

Vale destacar novamente que um dos motivos de termos questionado o aumento de capital anteriormente foi o fato de que a parcela relevante do caixa da Gafisa está aplicada diretamente em um fundo relacionado à construtora, que por sua vez aplicava em outro fundo que teve sua razão social alterada em janeiro de 2023.

Com isso, garantimos aos nossos investidores e a todos que confiam na filosofia da nossa estratégia de geração de valor que continuaremos atuando no caso de Gafisa até que a empresa passe a entregar ou retornar todo o valor que é de direito da companhia e de seus acionistas.

Estamos à disposição para mais esclarecimentos e sugerimos que acessem a carta mensal do nosso gestor para mais informações sobre o caso citado acima.

Atenciosamente,
Esh Capital.

Contato: 
(11) 3181-3333 ou através do e-mail
[email protected].

COMUNICADO

MASTERIZAÇÃO DO ESH THETA FIM

ESH Capital - Fundos de Investimentos | Brasil

Caros cotistas,

Conforme comunicado enviado pela Intrag por e-mail a respeito da Assembleia de Masterização do Esh Theta FIM a ser realizada em 07/03/23, gostaríamos de prestar alguns esclarecimentos.

O processo de Masterização tem por objetivo facilitar a gestão operacional dos ativos do fundo. Pelos benefícios efetivos, a masterização é uma prática bastante difundida na indústria e esse processo não acarretará em mudanças para os cotistas, tanto em relação a estratégia atual do fundo, quanto em alterações nas taxas de administração e performance, ou mesmo prazo de resgate do fundo, todos esses pontos serão mantidos da mesma forma.

Na prática, nada muda para quem já é cotista do fundo.

Em caso de dúvida, favor nos contatar no (11) 3181-3333 ou através do e-mail [email protected].

Pedido de Convocação de Assembleia Geral Extraordinária da Gafisa S.A para o dia 10/02/2023

Pedido de Convocação de Assembleia Geral Extraordinária da Gafisa S.A solicitado na forma do art. 123, Parágrafo único, “c”, da Lei Federal nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976 (“Lei das S.A.”), e da Resolução CVM nº. 70, de 22 de março de 2022 (“Resolução CVM 70/22”).
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